Como um foco | Domingos da Mota

 

 

Ainda que o despisses, onde e quando

exibes o sorriso e assim desnudo

o teu sorriso fosse sobretudo

como um foco de luz que ofuscando

disfarçasse a perfídia, o engodo

que se ocultam atrás de mil promessas

e se acaso se vêem, pedem meças

às partes que se tomam pelo todo,

convém não descurar tamanha astúcia:

hipócrita, maligna, mesmo quando

parece que te está desafiando

a revê-la de perto, com minúcia,

pois sabes de antemão que a aleivosia

sobreexcede o que o foco denuncia.

 

Domingos da Mota

 

[inédito]

Todos os Dias São Bons para Roubar, de Teju Cole

Um jovem nigeriano que vive em Nova Iorque, regressa a Lagos, capital da Nigéria, numa curta viagem e reencontra a sua cidade de origem familiar e estranha, ao mesmo tempo. Deambula em busca da observação da diversidade e intensidade da vida que nela vive. A América mudou-o de maneiras imprevisíveis. Ele encontrará velhos amigos, uma antiga namorada, demais família, enquanto penetra nas energias fervilhantes da vida em Lagos – criativa, malévola, ambígua – e se reconcilia com a cidade e com a verdade sobre si próprio.

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Prémio Nobel da Literatura 2015 para Svetlana Aleksievitch

Autora de O Fim do Homem Soviético é a vencedora do grande galardão mundial.
A Porto Editora orgulha-se de informar que, «pela sua escrita polifónica, monumento ao sofrimento e à coragem na nossa época», Svetlana Aleksievitch é a vencedora do Prémio Nobel da Literatura 2015. Ao longo de 35 anos, Svetlana Aleksievitch tem escrito sobre a identidade russa, sobre o seu passado e futuro, e o ponto final é dado em O Fim do Homem Soviético – Um tempo de desencanto, livro vencedor do Prémio Médicis Ensaio e indicado pela revista Lire como Livro do Ano 2013 em França. Este documento único, já publicado em dezenas de países e traduzido diretamente do russo, foi publicado este ano com a chancela Porto Editora.

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Dois Anos, Oito Meses e Vinte e Oito Noites, de Salman Rushdie

Inspirado nas tradicionais «lendas maravilhosas» do Oriente, Dois Anos, Oito Meses e Vinte e Oito Noites é uma fascinante obra de ficção que combina História, mitologia e uma narrativa de amor intemporal. Um romance luxuriante, com múltiplos estratos, no qual o nosso mundo foi mergulhado numa era de irracionalidade.

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Astronomia, de Mário Cláudio

No escritório da casa demolida, o velho, munido de uma pena, recorda agora o menino que foi, a nebulosa infância cheia de interditos, porque os perigos rondavam e, se não eram os gelados ou o soalho acabado de encerar, podiam ser as visitas do tio-anjo, morto aos três anos, ou até a intimidade com as criadas, acusadas de trazerem para dentro de casa o papão da tuberculose e «os bichos ferozes e as caverninhas» do pecado, castigado, evidentemente, com o fogo eterno.

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Lídia Jorge vence Prémio Urbano Tavares Rodrigues

O Prémio Urbano Tavares Rodrigues, promovido em parceria pela FENPROF e o Grupo SABSEG, foi ganho pela professora e escritora Lídia Jorge, com o romance “Os Memoráveis”. A escolha desta obra, publicada pela Leya-D. Quixote, em 2014, mereceu a escolha unânime do júri.

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A tarde morrendo | Vera de Vilhena

 

 

Será este o poema do fim da tarde,

De um tempo envolto em luz líquida

​​

​E​scorrendo das madeiras,

Da​s paredes de pedra tosca, dos vasos vazios?

Serão estas as horas em que a folha branca

Se aclara sob o véu solar que a rouba ao frio?

 

Apenas dou conta do silêncio,

Do sussurro de asas que se arrumam em surdina

E das aves, carpideiras, chorando lágrimas de resina.

 

A luz desmaia nos braços da noite

Que, embalando, avança e perdura;

Será este o poema da tarde morrendo

Sem um adeus, sem mortalha ou sepultura?

 

​(in “Fora do Mundo”, pág.176, Poética Edições, 2014)​

 

Vera de Vilhena

Lembrança | Domingos da Mota

 

 

Se depois de passada a vida a limpo,
com sabão ou lixívia ou aguarrás,
eliminando as nódoas do garimpo
ou doutros veios sujos, for capaz
de atingir claramente o desapego,
ainda que o presente e o passado
possam acumular desassossego
perante o ambiente ameaçado;
se depois duma vida que decorre
até que chegue ao fim e que pereça
o sopro reduzido, pois quem morre
não deixa que o fôlego aconteça;
se depois disto tudo houver lembrança,
que tenha com a vida semelhança.

Domingos da Mota

[inédito]

EXCERTO | Soledade Martinho Costa

«Pudesse eu fazer com que o tempo que por mim passou voltasse a percorrer os anos decorridos, no inverso, vindo de novo ao meu encontro, o que eu não teria para perguntar! O que eu não teria para querer saber! Quando somos muito jovens (ou apenas jovens) são tantas as prioridades a absorver o nosso tempo, a nossa vida, que deixamos (sem disso nos apercebermos) que outros interesses, que nos pareceram menos relevantes, fiquem para trás. Nessa altura, não temos a noção de quanto iremos lamentar mais tarde as perguntas que não fizemos. A importância que teve o acto de não perguntar. Nesses anos, não valorizamos nem alimentamos as conversas dos mais velhos. Um dia, quando dermos por isso, será tarde. Tão tarde que já não está ninguém a nosso lado para nos responder.»

Soledade Martinho Costa

Do livro «Uma Estátua no Meu Coração»

Histórias de ver e andar, de Teolinda Gersão

Nova edição do livro de Teolinda Gersão vencedor do Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco.

A 1 de outubro, a Sextante Editora publica uma nova edição de Histórias de ver e andar, de Teolinda Gersão, escritora que na semana passada venceu o Prémio Fernando Namora com o romance Passagens (Sextante Editora, 2014). Composto por catorze contos «que nos precipitam em muito mais do que catorze mundos» (Inês Pedrosa), Histórias de ver e andar foi distinguido com o prestigiado Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco APE/Câmara Municipal V. N. Famalicão em 2002.

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A colheita | Domingos da Mota

   

 

  O pouco que sobrou

     de quase nada

 

Manuel Alberto Valente

 

Quase nada é pouco,

mas o pouco é tanto

que apesar de pouco

sobrepuja e quanto

 

o nada que sendo

quase nada, assim

se foi refazendo

(quem me dera a mim).

 

Quase nada é sumo,

sendo o pouco a súmula

do rigor, do apuro

do pequeno acúmulo

 

de que ora sobra

a colheita,

a obra.

 

 

Domingos da Mota

 

[inédito]

A influência árabe na literatura brasileira | Moema de Castro e Silva Olival, porAdelto Gonçalves

I

Quando os portugueses chegaram a Moçambique, ao final do século XV, algumas cidades já floresciam na chamada contracosta africana, onde os bantos negociavam com outras partes da África, do Oriente Médio e da Índia. A influência árabe nestes portos era forte e o suaili era a língua franca do comércio.  Foi da fusão das comunidades bantas e dos árabes que nasceu a cultura suaili de que faz parte o litoral do Norte de Moçambique, do Quênia e da Tanzânia. Mas, até hoje, por razões várias, que incluem motivações geopolíticas, pouco tem sido estudada essa influência na Literatura Moçambicana em Língua Portuguesa.

No Brasil, essa influência também tem sido vista com pouca (ou nenhuma) atenção, ainda que a presença árabe por aqui seja mais recente. Para corrigir (ou amenizar) essa falha, a professora Moema de Castro e Silva Olival acaba de publicar A Literatura Brasileira e a Cultura Árabe (Goiânia, Editora Kelps, 2015), que reúne ensaios sobre seis escritores brasileiros de origem libanesa, destacando a significativa contribuição dos imigrantes árabes para a formação cultural do País. É de se lembrar que hoje são mais de seis milhões os libaneses e seus descendentes radicados no Brasil, uma população igual à do Líbano. E que, nos dias de hoje, já são 8.530 os refugiados sírios, que imigraram recentemente em função da crise político-econômica que vive a Síria.

Na introdução, a professora Moema Olival explica que não foi seu objetivo fazer um estudo específico da cultura árabe nem reunir autores quanto à temática comum, mas sim observar, como no decorrer de suas obras, esses escritores acabam apontando para traços que os reúnem como intelectuais modernos, de procedência comum: a libanesa. Ou seja, a ensaísta procura mostrar como a narrativa ficcional desses autores se entretece com dados relativos ao povo e costumes árabes, uns mais ambientados, modernizados; outros menos, mas sempre a revelar a origem: “um povo que é parte do leque de etnias que constituem e enriquecem o diversificado universo sociocultural brasileiro”.

II

O romance Lavoura Arcaica (1976), de Raduan Nassar (1935), é definido por Moema Olival como “uma semeadura narrativa que viceja, com austeridade e determinação, sobre um arcabouço familiar libanês, construído sob rigorosos laços de afeto e amor, em terras brasileiras”. Para ela, o romance espelha com fidelidade a cultura do patriarcalismo comum ao mundo árabe. Já ao analisar Um copo de cólera (1978), também de Raduan Nassar, a ensaísta destaca a problemática sexual que a novela traz, lembrando que o tema tem sido frequentemente abordado pela literatura árabe.

De Salim Miguel (1924), nascido no Líbano, Moema Olival estuda o romance Nur, na escuridão (1999), narrativa autobiográfica que reconstitui a trajetória da família do autor, desde o desembarque de Yussef, seu patriarca, em 1927, no cais da Praça Mauá, no Rio de Janeiro, e “a luta assumida por aquela família na sua aventura de tentar novos destinos”, passando por seu esforço por encontrar um bom comércio em Biguaçu e Florianópolis, em Santa Catarina, e no Rio de Janeiro, para oferecer uma vida melhor à família que, com o passar dos anos, reuniria sete filhos. De Salim Miguel, a ensaísta analisa ainda Eu e as corruíras (2001), livro comemorativo dos 50 anos de estréia do autor, que reúne crônicas e depoimentos.

De Milton Hatoum (1952), com certeza o autor de descendência libanesa mais proeminente hoje na literatura brasileira, com quatro romances premiados e traduzidos em dez línguas e publicados em 14 países, Moema Olival analisa os romances Dois Irmãos (2000) e Cinzas ao Norte (2010). Se o primeiro romance retrata o drama de mais uma família libanesa estabelecida no Brasil e a saga de dois irmãos gêmeos (Yakub e Omar), na cidade de Manaus, às margens do Rio Negro, o segundo busca trilhar um caminho aberto por Machado de Assis (1839-1908), em Dom Casmurro (1899), ao deixar para o leitor a tarefa de concluir se Ran ou Arana seria o pai de Mundo (Raimundo), uma das personagens principais.

III

De Carlos Nejar (1939), a ensaísta debruça-se sobre Carta aos loucos (1998), terceira obra em prosa do poeta gaúcho e membro da Academia Brasileira de Letras desde 2009, e Riopampa: o moinho das tribulações (2004), romance que igualmente reconstitui os percalços de uma família que habitava um moinho. Para a professora, “Riopampa é uma parábola da vida e da morte, e do desamor, do egoísmo e da generosidade, da guerra e da paz, das classes político-sociais que separam os homens, das forças da natureza sobre os sentimentos, e da alma que as traduz”.

De Miguel Jorge (1933), nascido em Campo Grande-MS, mas estabelecido em Goiás desde cedo (em Inhumas e, depois, em Goiânia), membro da Academia Goiana de Letras, a ensaísta estuda Veias e Vinhos (1982), Nos ombros do cão (1991) e Pão cozido debaixo de brasa (1997), trilogia urbana centrada em Goiânia, O Deus da hora e da noite (2008) e Minha querida Beirute (2012), sua última obra publicada.

Por fim, de William Agel de Mello (1937), a ensaísta discute o volume I de suas Obras Completas (2008), que reúne sua ficção (os demais volumes abrangem tradução, ensaios, monografias e artigos, fortuna crítica e dicionários). Sua ficção é composta por dois romances (Epopéia dos sertões e O último dia do homem) e dois livros de contos (Geórgicas – Estórias da terra e Metamorfose). De Geórgicas, analisa especificamente o conto “Baalbek”, que, segundo ela, sintetiza com dramaticidade os perfis da raça árabe: “o espírito aventureiro, amor ao comércio e à cultura, aos amigos, a consciência de seus direitos, a complacência com os mais fracos, o espírito religioso, endossando as convicções herdadas”.

Provavelmente, porque estes dois últimos autores estão diretamente ligados ao solo goiano, Moema Olival dedica maior espaço ao estudo de suas obras, chegando a ponto de esmiuçar capítulo por capítulo Minha querida Beirute, de Miguel Jorge, obra que, em sua opinião, representa uma súmula dos preceitos morais, éticos e afetivos característicos de uma família libanesa tradicional. Ou seja: “para o homem, tudo. Para as mulheres, a restrição e a obediência”, constata.

De fato, como observa o professor Fabio Lucas no prefácio que escreveu para este livro, a professora goiana, com estes ensaios, aponta não só uma nova perspectiva para o estudo da cultura libanesa projetada no ambiente brasileiro como abre o debate sobre a contribuição dos escritores descendentes de árabes à ficção produzida no Brasil, repetindo-se aqui o que diz o próprio Miguel Jorge na contracapa deste livro.

IV

Ensaísta, crítica literária, professora emérita (aposentada) da Universidade Federal de Goiás (UFG), Moema de Castro e Silva Olival é doutora em Letras Clássicas e Vernáculas pela Universidade de São Paulo (USP). Fundadora e primeira coordenadora do Centro de Estudos Portugueses da UFG e do mestrado em Letras por oito anos, é sócia-correspondente da Academia Brasileira de Filologia (Abrafil), do Rio de Janeiro, e da União Brasileira de Letras (UBE)-RJ. Membro da Academia Goiana de Letras (AGL) e da seção de Goiás da UBE, é membro-titular do Instituto Histórico e Geográfico de Goiás (IHGG).

Tem 14 livros de ensaios publicados, entre os quais se destacam: O processo sintagmático na obra literária (Editora Oriente,1976), O espaço da crítica – panorama atual (Editora UFG, 1998), GEN – um sopro de renovação em Goiás, v. I (Editora Kelps, 2000), Moura Lima: a voz pontual da alma tocantinense (Editora Cometa, 2003),  Diálogos plurais (R&F Editora, 2008), O espaço da crítica III (Editora da UFG, 2009), Um sopro de renovação em Goiás, v. II (Editora Kelps, 2009), Novos ensaios – vozes em interação (Editora Kelps, 2010), e Contos (Des)armados (Editora Kelps, 2014).

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A Literatura Brasileira e a Cultura Árabe, de Moema de Castro e Silva Olival. Goiânia: Editora Kelps, 236 págs., 2015. E-mail: moemacsolival@hotmail.com

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(*) Adelto Gonçalves é doutor em Literatura Portuguesa pela Universidade de São Paulo (USP) e autor de Os vira-latas da madrugada (Rio de Janeiro, José Olympio Editora, 1981; Taubaté, Letra Selvagem, 2015), Gonzaga, um poeta do Iluminismo (Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1999), Barcelona brasileira (Lisboa, Nova Arrancada, 1999; São Paulo, Publisher Brasil, 2002), Bocage – o perfil perdido (Lisboa, Caminho, 2003), Tomás Antônio Gonzaga (Academia Brasileira de Letras/Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2012), e Direito e Justiça em Terras d´El-Rei na São Paulo Colonial (Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2015), entre outros. E-mail: marilizadelto@uol.com.br

Óxido, de Gastão Cruz

Esta quinta-feira, dia 24, realiza-se na livraria Leituria o lançamento de Óxido, o mais recente livro de Gastão Cruz.

Vencedor do prestigiado Prémio PT Literatura 2014, no género poesia, com o livro «”Observação do Verão” seguido de “Fogo”», Gastão Cruz é um dos nossos mais notáveis poetas contemporâneos. «Óxido» é o seu mais recente livro de poesia.

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Teolinda Gersão vence Prémio Literário Fernando Namora

O Prémio Fernando Namora/Estoril Sol deste ano foi atribuído a Passagens, romance de Teolinda Gersão publicado em 2014 pela Sextante Editora. De acordo com a ata do júri, a autora «trata o tema das passagens não apenas de cada ser humano para com os outros, mas também na relação entre a vida e a morte – numa atmosfera poética, que muitas vezes surpreende o leitor». O júri desta 18.ª edição, que votou neste livro por unanimidade, foi composto por Guilherme d’Oliveira Martins, Presidente do Centro Nacional de Cultura, José Manuel Mendes, pela Associação Portuguesa de Escritores, Manuel Frias Martins, pela Associação Portuguesa dos Críticos Literários, Maria Carlos Loureiro, pela Direção-Geral do Livro, Arquivos e Bibliotecas, Maria Alzira Seixo e Liberto Cruz, convidados a título individual e, ainda, Nuno Lima de Carvalho e Dinis de Abreu, pela Estoril Sol. Esta é a segunda vez que Teolinda Gersão vence o Prémio Fernando Namora, tendo a primeira sido em 2001 com o livro Os Teclados, que recentemente foi reeditado pela Sextante Editora.

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Problemas no Paraíso, de Slavoj Žižek

Apesar de vivermos num mundo em crise constante, continuamos a acreditar que o capitalismo ainda representa o melhor de todos os mundos possíveis. As alternativas, tais como maior igualdade, democracia e solidariedade, parecem, por sua vez, pesadas e aborrecidas, se não mesmo totalmente perigosas: seguir um tal caminho só nos pode levar a uma sociedade cinzenta e excessivamente regulada.

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Teu riso um pecado‏ | Maria Isabel Fidalgo

São tantas as ruas do teu riso
que me perco nos atalhos e vielas
e deixo que as horas deslizem
devagar e lentas pela boca
num soar de harpa.
Deito-me no teu riso
e gosto do halo sobre os lábios
carnudos e líricos
como o calor de uma morna à noite
no corpo da praia
enrolado de fogo
à hora rubra do poente.
São tantas as ruas do teu riso
que o percorro com cautela
e mesmo assim tropeço descarada
nas fendas da calçada
(pecado de sol
escaldado de lua).
maria isabel fidalgo

Patrícia Reis leva a sua escrita à Namíbia e África do Sul

Depois de ter participado, no passado mês de Abril, na Feira do Livro de Maputo, Moçambique, a escritora Patrícia Reis, a convite do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, viaja de novo para o continente africano, desta feita para a Namíbia e África do Sul, onde, a partir de amanhã e até dia 2 de Outubro, visitará diversas instituições de ensino daqueles dois países.

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Despenteando Parágrafos, de Onésimo Teotónio Almeida

Onésimo Teotónio Almeida, ou apenas Onésimo, é tão conhecido pelo seu nome invulgar, como pela erudição temperada com um sentido de humor raramente encontrado nos círculos académicos. Neste conjunto de polémicas suaves, o leitor desprevenido poderá ter alguma dificuldade em acompanhar o andamento intelectual do professor Onésimo, mas com a certeza de que o estilo, a graça e o rigor são abundantemente servidos em doses equilibradas.

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