QUERO-TE TANTO | Carlos Bondoso

quero-te tanto nas ruas
onde nascem as raízes
e o pó se mastiga
em flores que crescem na escuridão

quero-te tanto a dançar
no silêncio da noite
onde as luzes amarelas
são as cores
da minha juventude

quero-te tanto
que me sento à beira do vazio
escuto-te os passos do fim
e colho as cores da primavera

POR CFBB

Baudelaire, entre Aube et Crépuscule | Alice Machado

Baudelaire occupe une place particulière dans la littérature française, en ouvrant une voie à la poésie moderne. Sa vie tumultueuse et mystérieuse, pourrait nous inspirer le thème du « poète maudit », et son œuvre semble converger vers un axe essentiel : dire l’Homme dans l’infinitude de son être, avec ses contradictions dramatiques, laissant une grande place à l’imagination créatrice, qui elle seule serait capable de déchiffrer le secret de l’Univers, le spleen et l’ivresse du retour à l’état paradisiaque originel. Baudelaire semble porter en lui la tragédie de la vie et l’extase de la vie, son destin pourrait se jouer entre Aube et Crépuscule, ange ou démon, paradis ou enfer, ombre et lumière.
Ce livre va mettre en lumière les affinités spirituelles de Baudelaire avec Eugène Delacroix, «le peintre le plus original des temps anciens et des temps modernes», Edgar Allan Poe, dont il traduira les textes jusqu’au crépuscule de sa vie, parce qu’il trouvera chez lui l’art poétique et «mystique du Beau», et le musicien Richard Wagner qui va le subjuguer par sa grandeur : «Sans poésie, la musique de Wagner serait encore une œuvre poétique».

2009 – 192 pages, ISBN : 2 – 85157 – 367 – 4 15 €
Diffusion distribution : en France DILISCO ; en Suisse SERVIDIS ; en Belgique LA CARAVELLE ; au Canada AGENCE DU LIVRE.

Alice  Machado 500

NOSSA FINITUDE NOS ANGUSTIA | Ercília Pollice

Graças a Deus a gente é um ser pensante. E, por sermos pensantes conjecturamos a respeito de tudo, inclusive, de verdades que não entendemos, mas que são absolutas em nossa vida, e, ainda questionamos o porquê de tanta dualidade dentro em nós.

Há uma angústia que nos acompanha na nossa caminhada. Há a constatação de que não há plenitude de felicidade para este nosso viver. Há, também a constatação que todos os nossos anseios não cabem dentro de nosso viver.

Daí, portanto, esta fome de querer tanto e nunca se sentir saciado.

Temos sonhos, esperanças, e, é bom que os tenhamos. Mas, não podemos confiar que nesta vida, nesta existência terrena eles se realizarão.

Vivemos entre a possibilidade de vir a ter e a certeza de vir a morrer.

E a caminhada vai ser feita de qualquer forma, queiramos ou não, aceitemos esta verdade , ou não.

Eu sei querer tudo e tanto, mas no tamanho de minha existência não cabe tudo o que quero.

Por isso essa insatisfação permanente que acompanha a gente pela vida a fora, ou pela vida a dentro, não sei.

A incompletude do ser, da qual já se ocuparam artistas, filósofos, teólogos, escritores e até gente simples, que à sua maneira explicaram o que sentiram :” a felicidade não é desse mundo, e nem sei se há outro , onde ela deva existir “.

Vivemos esse paradoxo que nos acompanha a vida toda: preciso sonhar , tenho sonhos, mas poucos deles eu consigo realizar, ou muitos deles eu deixei de lado, por saber que eram inatingíveis. Entretanto, sei, por intuição e necessidade da minha alma, que não posso deixar de sonhá-los ou deixar que todos eles morram.

Vivemos entre a dialética de querer tanto e poder tão pouco.

Por que alguém tão cheio de amor, não consegue amar como deseja ou anseia?

Ou foi serceada na sua trajetória de amar com inteireza, por um corte inesperado, uma perda, uma ruptura fora de hora, pelo menos sob o nosso ponto de vista, fora da nossa hora, da hora que pretendíamos?

Como vamos administrar todas as perdas que sofremos de queridos nossos, ao longo desta vida , se nosso anseio maior é viver feliz com eles todos, por tempo enormemente esticado?

Pois é, a vida não é assim.

E, temos apenas uma escolha entre a certeza de nossa finitude e incapacidade de realizar todos os sonhos e a esperança que um dia, numa outra dimensão eterna, religados ao que o Eterno sonhou , Ele próprio , para nós- então, entre essas duas pontas temos a opção de amar.

Nunca saciaremos nossa total fome de sonhos e de amor.

Mas, certamente , esta escolha é o que nos levará mais perto da felicidade que tanto queremos e buscamos e onde temos sonhos e anseios que não cabem dentro de nossa finitude e impossibilidade de realizá- los.

O amor é quando Deus está conosco.

Isto nos isentará de sofrimentos? Não. Sinto muito, mas é não mesmo!

Amar significa dor, doação, angústia e perda possível em meio a momentos de alegria , paz e plenitude.

Há uma saudade que não sabemos definir de onde vem e porque. Um vazio que nunca preenchemos, um medo que nos acompanha, uma solidão que é só nossa e não conseguimos compartilhar, nem dividir, nem explicitar mesmo com quem mais amamos. Porque é unicamente parte da nossa alma e não da alma do outro, seja ele quem for e tão próximo quanto seja ou esteja.

Mas , para administrarmos a falta de tantas coisas que queremos, a saudade de tanta gente, ou, coisas que já perdemos, a vontade de viver o que ainda não conseguimos, só há uma saída- abrirmos nosso coração para o amor.

Pelo amor virá a compreensão, a misericórdia, a bondade, a esperança,a aceitação, mesmo que nunca alcancemos o que esperamos.

E. é nesse abrir do coração repletos de sonhos que Deus vem habitar, e nos leva pela mão na dura caminhada.

Então poderei dizer: Entre Deus e a eternidade seja ela onde for e como for, pra onde nosso espírito irá, e a possibilidade da morte, está a vida onde podemos amar.

Eu sofri, eu chorei, eu perdi, mas eu amei! Isto é pouco? Sim, é pouco, para quem quis tanto, sonhou tanto, esperou tanto.

É pouco, mas é o melhor que teremos nesta existência. Então, deixa de ser pouco: para se tornar muito. É muito! Mas nunca será o suficiente.

Sem amor, ninguém atravessa a vida completamente, inteiramente, esperançosamente, alegremente. Apesar de , e não por causa de.

Onde está Deus? Não é esta a pergunta. Mas . sim: `Quando está Deus?

Deus está conosco quando amamos, apesar dos sofrimentos, apesar das perdas, apesar das aflições.

Deus é amor! Longe do amor não temos Deus , e, longe de Deus não temos amor.

Ercília Pollice

Campinas 05/04/2014

Uma Menina Está Perdida no seu Século à Procura do Pai | Gonçalo M. Tavares

Uma menina está perdida no seu século à procura do pai: «Nesta história de busca, viagem e reflexão sobre o século XX, Marius encontra uma menina perdida à procura do pai. Hanna, rapariga, cabelos castanhos, olhos pretos, catorze anos, fala com dificuldades, entende mal o que lhe acontece, não percebe o raciocínio dos outros. Marius está com pressa mas muda o seu percurso, acompanha-a. A sua busca leva-os até Berlim, a um hotel com corredores que lembram fantasmas da guerra — e os dois circulam entre as obsessões e os escombros do seu século.
Excerto
– E vocês? De onde vêm?
Tentei explicar-lhe que não era um homem falador. Gosto de ouvir, disse-lhe, não tenho muito para dizer.
Ele perguntou, virado para Hanna:
– Como te chamas?
Hanna respondeu. Ele não percebeu. Hanna repetiu, ele continuou sem perceber. Eu repeti:
– Chama-se Hanna.
– Hanna – disse Fried. – Bom.
– Que idade tens?
– Catorze – respondeu, e agora percebeu-se.
Fried sorriu para ela, simpaticamente. Ela disse:
– Olhos: pretos. Cabelo: castanho.
Eu disse:
– Ela aprendeu assim.
Depois ela disse:
– Estou à procura do meu pai.»

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Na próxima semana | Novo livro de Gonçalo M. Tavares

Os Velhos Também Querem Viver: «Os Velhos Também Querem Viver tem um pé na tragédia Alceste, de Eurípedes, de onde parte, e outro no cerco de Sarajevo nos anos de 1992-1996. Deste feliz cruzamento de duas realidades separadas por cerca de 2.500 anos Gonçalo M. Tavares extrai uma obra literária que nos prende da primeira à última linha porque não perdemos nunca a sensação de estarmos a tocar um dos grandes dramas da Humanidade, que no livro se pode exprimir assim: “Em Sarajevo e em redor de Sarajevo, no século XX, a regra particular é igual à regra geral: os mortos estão mortos, os vivos é que ainda não”.»

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Poema- Utopia‏ | Maria Isabel Fidalgo

 

 

Eu queria o voar da cotovia
Estouvada na loucura das viagens
Para me dar à beleza das paisagens
Louca de brisa e maresia.

Eu queria a inocência do arcanjo
Com face de menino descarado
Como quem mastiga um papo d’anjo
Num canto do éden regalado.

Eu queria a boca do poeta
Que olha a vastidão enternecido
Sôfrego da noite do sertão
Como a dura fome dum mendigo.

Mas a idade vai subindo
Nos vastos corredores da minha casa
E mingam-me os sonhos que eram lindos
Na largura ainda azul da minha asa.

(num sonho impossível, em tarde de chuva)

“Falemos dos outros” | Conversas | Organização de Fátima Pinheiro

Aqui vão os temas e nomes do FALEMOS dos OUTROS. Vão ser uns belos Serões na Cidade que tem o Museu mais filosófico de Portugal. É tudo por conta da casa, “Hora” Eça!
A Casa-Museu Medeiros e Almeida acolhe uma iniciativa da bloguista Fátima Pinheiro: CONHAQUE-PHILOhttps://www.facebook.com/pa…/Conhaque-Philo/520931661373616… . Durante 7 sessões semanais, à 3º feira, FALEMOS dos OUTROS.
Esta iniciativa pretende ser apenas uma conversa, com tema pré definido, mas informal, provocadora e desafiante entre quem desafia e todos os que quiserem assistir e ser desafiados, todas as 3ªs à noite entre 4 de Novembro e 16 de Dezembro, com os temas que abaixo se indicam. A moderação é feita pela bloguista – que é filósofa – e, no primeiro e no último encontro, em conjunto com a jornalista Ângela Silva.

4 Nov – FALEMOS dos OUTROS – Eduardo Lourenço e Sofia Areal
11 Nov – A gestão do amor – António Pinto Leite e Isabel Salvado Alves
18 Nov – O que pode a literatura – Maria do Rosário Lupi Bello e Paula Mendes Coelho
25 Nov – As curvas do mundo – Francisco Seixas da Costa e Jaime Nogueira Pinto
2 Dez – E a leste? – José Milhazes e Henrique Monteiro
9 Dez – O que “faz” a beleza – José Mouga e Luísa Pinto Leite
16 Dez – O que é “selecionar”- Fernando Santos e…

A Sala do Lago da Casa-Museu vai-se transformar num espaço descontraído, onde cada um poderá acompanhar e participar nesta iniciativa sentado a uma mesa enquanto bebe um café, bebe um vinho… ou mesmo um conhaque.

Falemos

Citações

. What Matters Most Is How Well You Walk Through The Fire | Charles Bukowski
. fuja das tentações, mas devagar, para que elas o (a) possam alcançar… | Autor Desconhecido

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«O Estrangeiro», de Albert Camus, adaptado à BD por Jacques Ferrandez

O Estrangeiro, de Albert Camus, foi adaptado ao formato de banda desenhada por Jacques Ferrandez e o álbum que daí resultou será editado em Portugal, em novembro, pela Arcádia, do grupo Babel.
Ferrandez nasceu, ele próprio em Argel, onde decorre a ação do romance da Camus. Estudou e vive em França, onde construiu a sua carreira, tendo-se especializado na questão argelina. Em 1987 deu início aos Carnets d’Orient, sobre a presença francesa na Argélia, obra que manteve ao longo de vinte anos. Em 2009 adaptou à BD O Hóspede, também de Camus.

Sinopse: «Num dia quente, Meursault apanha o autocarro que o conduz de Argel ao asilo, onde vai ao enterro da mãe. Mais tarde, no velório, aceita um café que lhe oferecem, tem vontade de fumar um cigarro e não chora. Encontra Marie com quem se envolve porque a deseja. Num dia quente, Raymond – um amigo que se envolveu numa quezília com o irmão de uma amante –, Mersault e Marie vão à praia. E é nesse cenário que Mersault se desnorteia com o calor, puxa do gatilho e dispara cinco tiros que se revelam fatais para outro homem. É de imediato acusado de assassinato e preso.
Nesta obra, Camus apresenta-nos um homem estrangeiro a si próprio e que assiste, indiferente, ao seu próprio julgamento e condenação à morte.»

Terceiro volume da enciclopédia da Idade Média de Umberto Eco versa castelos, mercadores e poetas

Idade Média – Castelos, Mercadores e Poetas, terceiro dos quatro volumes que constituem a enciclopédia sobre a Idade Média coordenada pelo italiano Umberto Eco, acaba de ser editado em Portugal pela Dom Quixote. O último volume, Explorações, Comércio e Utopias, chegará às livrarias em 2015.

Sobre o livro: «Contando com a colaboração dos mais importantes medievalistas mundiais, peritos em diversas áreas, a obra – com mais de mil páginas – leva o leitor numa viagem surpreendente através da arte, literatura, música, filosofia, sociedade e ciência deste intenso período da história da civilização europeia.
O terceiro volume, intitulado Castelos, Mercadores e Poetas, analisa o período entre 1200 e 1400: época definida por Baixa Idade Média, na qual um novo impulso expansivo, juntamente com a ideologia das Cruzadas, conduz o Ocidente à conquista do Oriente. A cidade cresce; a arquitectura, a arte e a literatura experimentam uma intensa vontade de renovação e abertura.
A esta época de progresso segue-se um período de guerra e carestia: a Guerra dos Cem Anos, a peste, as revoltas dos camponeses. Mesmo assim, surgem as sementes do Renascimento, que vai atingir toda a sua plenitude na Europa de Quatrocentos.»

ONDE OS POEMAS | Soledade Martinho Costa

Que caminhos busquei
Que mos negaram
Que muros tacteei
Que mos ergueram
Que mundos descobri
Que mos calaram
Que algemas me impuseram
Que as vesti.

Em que espelhos
Revi a minha fronte
Em que sonos dormi
O meu cansaço
Em que chão
De escravos e de donos
Coloquei os poemas
Com que dantes
Meu punho virgem
Vestia de miragens.

Em que céus
De fábulas e contos
Em que sonhos
Crenças e vontades
Respiro ainda o milagre
Com que faço
Resplender
Com a luz dos diamantes
A escuridão
Dos dias calcinados.

Soledade Martinho Costa
Do livro a publicar «Bragal»

Lançamento da Antologia Poética Clepsydra‏ | Gisela Gracias Ramos Rosa

Clepsydra é uma antologia poética que reúne autores de várias gerações, diferentes quadrantes poéticos e diversas origens geográficas inter/nacionais. Se Antologiar é juntar variados fios de um tempo poético, aquele que se vai tecendo num corpo de vozes e escritas humanas de determinado momento, é, também, trazer o tempo transformado que somos. (…) esta antologia pretende ser um Corpo gráfico de afectos e contextos, lugar de cesuras que impulsiona o verbo, a sua potência, a sua poeticidade. Grafias que não se perdem no branco da página(…)

Centrámos esta antologia na ideia de Tempo, esse intocável fio condutor consubstanciado em tudo o que fazemos e sem que o consigamos tocar podemos revelar a sua passagem….

Gisela Gracias Ramos Rosa, in Introdução à Antologia Poética Clepsydra.

Apareçam no lançamento de Clepsydra, uma antologia que reúne 92 poetas, um momento, de poesia e afecto, acompanhado pelo piano de João Queiroz na excelente sala da livraria Ferin, sábado dia 1 de Novembro, pelas 16:00h.

A apresentação/comentário estará a cargo de Maria João Cantinho, Maria Teresa Dias Furtado e Marília Miranda Lopes

AntPoesia

O amor é impróprio para consumo | Rui Sobral

De peito feito, olhar imóvel, entre corrupios intelectuais e um abraço franco ao discurso ensaiado, o apaixonado faz-se à estrada. Na meta aguarda uma ávida e eloquente potencial interessada. Nele, o suor escorre do peito frágil até à primeira curva do umbigo ainda a aguardar definição. Abotoado com mestria, polido e preparado avista-a – ela está à distância de um “olá”. Com firmeza e a custo mantém o passo. Não voltará para trás. Olá – diz-lhe e anuncia a chegada do amor.

Na altura devida o amor é a razão dos amantes. Quem ama profunda e verdadeiramente, em devida altura sabe que o amor não é mais que uma sebenta, daquelas antigas, obrigatórias e absolutamente desnecessárias. O amor – como líquido que é, só é potável para os outros. Na verdade de muitos, muitos consideram-se menos capazes do que os demais, aqueles amantes perfeitos. Não se trata do amor entre pai ou mãe e filho, ou avô ou avó e neta, ou até entre irmãos. Trata-se daquele amor dos clássicos do romantismo; ou de Shakespeare, trata-se do “camões” de Garrett, trata-se de Herculano. O amor entre dois seres é antigo, obrigatório e, talvez, absolutamente desnecessário.

O amor não é tão universal quanto dizem, bem pelo contrário. O amor é força, é fogo, é mar tempestuoso, é natureza revoltada, é respeito. O amor é gargalhada – não é sorriso, amor é sexo – sexo não é amor. O amor é o antónimo da paz. Esse é o ADN do amor, do sentimento e do amante. Esse amor é impróprio para consumo. O outro – o da paz, da tranquilidade, do “tudo arrumado” e do desrespeito escondido tem o sangue do pseudo-amor e do pseudo-amante, mas pior que tudo, é saber que é neste “amor” que vivem muitos dos eternos casais.

O amor real, o verdadeiro, vai contra a génese do Homem e ao encontro do animal que hoje não se pode ser. O outro – o pseudo-amor é fundamental para a aceitação, é preciso, é alvo de cordialidade, é contra-preconceito e anda por aí a envergonhar o propósito real. Não que faça mal. Socialmente “fica bem” nesta selva de mutantes, nesta água que se engole – que se bebe, neste ar irrespirável que se respira, neste mundo pintado a notas com caras de pseudo-amantes. Não tem mal “amar” dessa forma. Simplesmente é insosso.

Rui Sobral

Prêmio Camões 2014 distinguiu o intelectual brasileiro Alberto da Costa e Silva

A cidade do Rio de Janeiro será o palco, na próxima quarta-feira, 29 de outubro, da entrega do Prêmio Camões 2014. O mais prestigiado galardão da lusofonia será atribuído ao intelectual brasileiro Alberto da Costa e Silva, poeta, ensaísta e historiador nascido em São Paulo em 1931.

A entrega do prêmio será na quarta-feira a partir das 17h no Auditório Machado de Assis da Fundação Biblioteca Nacional, no Rio, e será composta por uma mesa redonda sobre a obra de Alberto da Costa e Silva, com a participação de Antônio Carlos Secchin, João José Reis e Luiz Octavio Gallotti, e ainda uma sessão solene de outorga do diploma.

http://www.portugaldigital.com.br (FONTE)

QUE INVERNO SERÁ ESTE? | Ercília Pollice

Quando eu era bem jovem, conheçi Jonh Steinbeck. Era o ano de 1964 e, Steinbeck acabara de ganhar o Nobel de Literatura em 1962. Quem me apresentou este livro foi um namorado que amava literatura e escrevia lindas cartas de amor, e fazia lindas serenatsa e me deu meu primeiro colar de pérolas. Mas, eu não o amava como ele desejava. Ele pensava em casamento, eu pensava em viajar… Voltei às origens!! Muito engraçado!
Bem voltemos ao que interessa – O livro era” I INVERNO DE NOSSA DESESPERANÇA.”( o escritor explora a divisão da América em duas: a primeira, que preza a moral e os valores, tais como respeito e ética, e a segunda, na qual se encaixa a família Hawley, marcada pelo comportamento em que cada um luta por si )
Eu sempre ávida por livros, devorei-o.
Pela 1a vez em minha vida senti um gosto amargo na boca. O livro deixou-me triste, e soube que a vida era carregada da miséria humana, tão longe da vidinha conchegante que vivia com minha família, toda protegida numa quase redoma de vidro, tal qual a rosa do Pequeno Príncipe,
Depois vieram outros livros, outros alumbramentos com os textos de maravilhosos autores- muitas descobertas.
Mas, voltando ao Inverno de Nossas Desesperanças, estou com um sentimento interior que não me abandona, um segundo sequer, depois daquele amontoado de “bondades”que foram anunciadas ontem. como se de repente a presidente e seus ministros, tivessem descoberto a pólvora.
Meu Senhor, se tudo estava tão claro, como eles deixaram transparecer, se bastava vontade política, se eles são tao sabidos de tudo e tão compressivos e misericordiosos ; porque foram tão desobrigados de tudo e de todos?
Se tinham consciência de nossas necessidades todas , por que não o fizeram nestes quase 13 anos?
Não há porque acreditar que tudo vai sair do papel e das promessas:
O plebiscito para convocar constituinte exclusiva, gera polêmica entre juristas.
Os 50 bilhões prometidos para a agora em moda, “mobilidade urbana,( metrôs, ônibus, etc…). vão sair de onde?
Só se parar com a delírio do trem bala, que vai ligar Campinas ao Rio sem atender demanda de transporte nehuma, pois não têm usuários pra usar diariamente este trem. Gaste-se esses bilhões, já com empréstimos em andamento. nos metrôs das grandes capitais.( José Serra , ontrem no RODA VIVA , TV Cultura)
A presidente viaja na maionese, também os conselheiro dela é um marqueteiro.
Luis Eduardo Cardozo, vai tentando aparar as arestas das sandices que fazem parte dos discursos de S. Excia. lembram-se dos aeroportos que ela ia mandar construir” às centenas ” pelos municípios brasileiros?
Enfim, não quero mais citar as promessas.
De promessas eu ando cheia. E tenho receio de que este Inverno das Nossas Esperanças torne-se tal e qual o título de John Steinbeck.
Que a voz das ruas não se cale, nem os políticos se aquietem ficando o dito pelo não dito.

Ercília Pollice

Com mais de 100 obras, exposição de Kandinsky chega a Brasília

Pela primeira vez na América Latina a trajetória do precursor do abstracionismo, o russo Wassily Kandinsky (1866-1944), será contada em uma exposição gratuita. Brasília foi o local escolhido para entrear a mostra no Brasil, que abre ao público em 12 de novembro.

A exposição “Kandinsky: tudo começa num ponto” reúne mais de uma centena de obras e objetos do artista, seus contemporâneos e suas influências. Esse acervo diverso tem como base a coleção do Museu Estatal Russo de São Petersburgo, enriquecido com obras de mais sete museus da Rússia e coleções procedentes da Alemanha, Áustria, Inglaterra e França.

Além disso, peças que são joias da arte popular do norte da Sibéria e objetos de rituais xamânicos serão expostos. Emerge daí um Kandinsky que poucos, no Ocidente, conhecem.

Com mais de 100 obras, exposição de Kandinsky chega a Brasília

Kandinsky

Livro de graça para todos | Valdeck Almeida de Jesus

O Prêmio Galinha Pulando começou em 2005, patrocinado pelo seu organizador Valdeck Almeida de Jesus. Até 2009 cada poeta selecionado recebia um livro de graça. A partir daí, ficou muito caro para Valdeck bancar tudo sozinho. Agora em 2014 veio a ideia de pedir ajuda aos autores e a quem puder colaborar comprando antecipado exemplares da antologia poética. Quem participa, ganha livros e brindes.
Recompensas – os colaboradores receberão exemplares do livro do Prêmio Literário Galinha Pulando, livros autorais do poeta Valdeck Almeida de Jesus, cordéis, camiseta etc.
O concurso – Desde 2005 já foram publicados mais de 1500 poemas, de escritores do Brasil, Portugal, Angola, Moçambique e outros países. Nasceu do sonho do idealizador, Valdeck Almeida de Jesus, que escreve desde os doze anos de idade. Seu primeiro poema foi publicado na antologia “Poetas Brasileiros de Hoje – 1984”, promovida pela Shogun Editora, Rio de Janeiro, em 1984 e, para participar da publicação, o autor precisou vender o único bem da família, um fogão a gás. Desde então, imaginou uma forma de publicar e dar oportunidade a outros tantos escritores que se encontram à margem do mercado editorial. Assim, surgiu o “Prêmio Literário Valdeck Almeida de Jesus”, em 2005, que publica gratuitamente, sem nenhum custo para os participantes selecionados. Agora o prêmio se chama Galinha Pulando.
Lançamentos – As edições foram lançadas em Salvador-BA, nas Bienais do Livro de 2005, 2007 e 2009, no Projeto PROLER de Camaçari-BA, na Bienal do Livro de São Paulo (2008, 2010, 2012 e 2014), na Bienal do Livro do Rio de Janeiro (2007, 2009, 2011 e 2013), durante a Semana da Comunicação da Faculdade Isaac Newton, no Congresso Brasileiro do Sindicato dos Trabalhadores da Justiça do Trabalho; na Festa Literária do Sertão de Jequié – Felisquié, em 2012 e 2013; no Corredor Literário da Avenida Paulista; na 3ª Feira do Livro de Sergipe; nas feiras do livro do Tribunal de Justiça, promovidas pela Câmara Bahiana do Livro; divulgação realizada durante a Festa Internacional do Livro de Paraty-RJ (FLIP – 2008). Exemplares enviados a críticos literários, bibliotecas e escolas públicas do estado da Bahia, bem como sites de cultura e literatura, jornais e revistas especializadas. Em 2012, 2013 e 2014 houve lançamentos no 26º Salão do Livro de Genebra (Suíça).
Organizador – Valdeck Almeida de Jesus é jornalista, escritor, poeta e funcionário público federal. Nasceu a 15 de fevereiro de 1966 em Jequié-BA. É membro da Academia de Letras de Jequié, da Academia de Cultura da Bahia, Academia de Letras do Brasil (Seccional Suíça), da Academia de Letras de Teófilo Otoni, Academia Nevense de Letras, Ciências e Artes – ANELCA, da Academia de Letras do Brasil, Embaixador Universal da Paz (Círculo dos Embaixadores da Paz da Suíça e França), Embaixador da Divine Académie Française des Arts, Lettres ET Culture, participa do Fala Escritor, Círculo de Escritores Moçambicanos na Diápora (CEMD) e outros projetos culturais. Já publicou dezesseis livros solos e participa de 106 antologias diversas.
Para doar, clique neste link: http://www.kickante.com.br/campanhas/livro-de-graca-para-todos-0#.VE2AZPgyUKE.facebook

DIÁSPORA | Festival Literário de Belmonte

A literatura vai estar em debate em Belmonte e nem os marginais ficam de fora

A partir do próximo dia 7 de novembro, Belmonte recebe a primeira edição do Diáspora, um festival que pretende reforçar a apetência cultural desta vila histórica. Da ligação ao Brasil, passando pela relevância da sua comunidade judaica, Belmonte afirma-se como uma espécie de caleidoscópio de perspetivas sobre a língua, a identidade, a pertença.
Nesta primeira edição do Diáspora, haverá mesas-redondas de debate, exposições, concertos e também visitas às escolas, que são um destinatário natural deste tipo de eventos que desejam criar públicos e trazer mais gente para a leitura. A cidade e o campo, a história e o presente, o livro e as religiões, todas estas definições estarão sob escrutínio durante três dias.

A encerrar o evento, gostaríamos de destacar a conferência inédita de um «jovem autor com um grande futuro atrás de si», Álvaro Laborinho Lúcio. Nesta conferência intitulada «As Margens», ouviremos várias abordagens ao conceito. Das personagens que são marginais à marginalidade da Cultura. Margens e periferia, serão concepções equivalentes? O que é viver à margem do litoral e até da Europa? Na conferência de encerramento do Diáspora, orgulhamo-nos de apresentar um homem do Direito que abraça a marginalidade.

Nota: por motivos alheios à organização a realização do espetáculo «Trovas & Canções» foi cancelada.

VIDA ENGRAÇADA! | Ercília Pollice

Esta vida é deveras engraçada.
Quando você é jovem e cheia de sonhos, você vive cercada de pessoas; sua casa é sempre um ar de festa, de coisas a acontecerem, sonhos a serem realizados, jabuticabas a serem degustadas, devagarinho, porque a vida nos promete longevidade.
Claro que a vida não nos promete nada, nós é que a percebemos assim, talvez, pelo fato de ainda não termos tido tempo de apreendê- la.
Quando jovens, antes do casamento,os amigos nos cercam – a turma. Ah! Coisa boa a turma…
Os segredos, os cochichos, as fofocas, as festas, o compartilhar de alegrias e tristezas, que nada mais são que uma sombra, uma aparição, um vislumbre do que haveremos de ainda passar.
Depois, casamento, preparativos, enxoval, festa , ilusão de que somos a princesa de algum conto de fadas moderno.
Lua de mel- maravilha das maravilhas, o homem amado, ali ao seu lado dia e noite, dormindo abraçadinho com você na mesma cama, amando você a mais pequena chance de fazê- lo.
Você é feliz e ri à toa!
As coisas engrenam, a casa nova, a comidinha boa pro maridinho ( não se assustem, isso era usual), receber a família, amigos- tudo perfeito.
E a vida vai numa sequência de harmonia,como numa partitura de um sinfonia bem feita e que promete ter um lindo arremate.
Espera do primeiro filho. Tudo mudando no seu corpo e no seu ” humor” interno.
Você tem sensações indescritíveis de emoçōes, a um só tempo , lindas e confusas…tanto é que passa da alegria incontida às lágrimas incontidas também.
O marido não sabe como reagir a este turbilhão de emoções e , é claro, deve estar sentindo as suas próprias.
Nascimento de primeiro filho é um acontecimento imenso, assustador e de um gratitude inexplicáveis.
Com o tempo você saberá, que cada filho é uma emoção diferente, assim como os livros que escreveu. Todavia , a maneira que você se sente ao olhar o primeiro bebê, gerado dentro de você, não há como pôr em palavras, mesmo pra quem é bom com elas.
A vida o vai levando de roldão, mal você se dá conta, de como as crianças crescem rápido, e como os anos se esvaem pelos seus dedos , sempre tão ocupados.
Mas o futuro está lá, à sua frente…sonhos, esperanças , planos feitos e desfeitos por contingências da vida, que independem de nossa vontade.
Filhos crescidos, vestibulares, faculdades, sacrifícios de todas as partes, pois nem todos nascem em berço de ouro. Nada importa, pois o amor é grande, a família unida, muitas risadas em volta à mesa…mais coisas boas a recordar do que ruins.
Mas viver é um moto continuo , um gerúndio, sempre em movimento, e quando tudo se encaixa ,perfeitamente, como dentes de uma engrenagem, uma surpresazinha inesperada- seu amor fica doente e não resiste- falece.
Você se sente feiro passarinho de uma asa só.
Contudo , tem de ser forte, não há espaço pra esmorecer, todos esperam isso. Você precisa ser assim, sempre foi a sua força que rodou esta máquina de tantas e tão diferentes peças.
Você sempre foi o óleo a azeitar – lhe as engrenagens.
Filhos crescem, saem de casa, como pássaros voando para a liberdade.
Você os criou pro mundo, para serem fortes, independentes e vencedores, ensinou- os tal qual águia aos seus filhotes, a alçar vôos sem medo das alturas.
Mas os filhotes não são iguais, assim como não são iguais os dedos das mãos, um deles não consegue se libertar, nem mesmo com sua ajuda, de verdade nem pode entender , tão imaturo e seguro era, o porquê do pai ter partido. E sua fuga foi da pior maneira- música, o que em si mesmo foi um bem, pois segurou- o na sua pouca lucidez. Tocar na noite tem seus perigos, entrou aos poucos num caminho complicado e intranquilo, quase sem volta.
Você se sentia perdida, mas nunca em hipótese alguma, abriu seu coração para alguém.
Sempre teve amigos maravilhosos. Poderia tê- lo feito, mas não o fez.
Continuou sua vidinha, como se nada estivesse acontecendo. Chorava sozinha, orava orava, orava, mas não aceitava nada daquilo.
Como sua genética é propensa à alegria, pôs as mãos à obra e mudou de cidade, com angústia de enfrentar o desconhecido mas com determinação e coragem.
Lutou, passou por momentos complicados, difíceis,
A vida havia lhe dado uma segunda chance com um segundo amor, mas foi inconsistente nesta dádiva. Perdeu- o para a morte em muito pouco tempo, mas deu- lhe a possibilidade de escolha de outra vida, e partiu para sua procura , algumas vezes meio insana, de ser feliz de novo.
E, foi, à maneira , muitas vezes , infantil, crédula demais, sempre rodeada de uma esperança, que não permitia morrer.
Filhos casados, netos à vista. Renovação.
Quando seu neto mais velho nasceu, uma emoção já esquecida, reviveu, mas acompanhada de uma sombra a querer tirar o brilho do momento. O bebê nascera com Síndrome de Down.
Uma tristeza tão grande tomou conta de seu coração. Não conseguia parar de chorar.Olhava o bebê e chorava.
Mas, o coração desta mulher, é cheio de amor, graças aos céus e lá mesmo no hospital, já iniciou seu ciclo de aceitação. E foi tomada de uma afeição tão grande por aquele serzinho, tão frágil, e seu amor falou mais forte, e sua força reascendeu e sua esperança ressuscitou qual Fênix das cinzas. E, lá foi você tratar de dar – lhe o melhor de si mesma em amor e trabalho , cumplicidade e paciência.
Agora você tem quatro netinhos: 7,6, 2, 3 anos.
Vai comemorar hoje os 2 anos de um deles e os 3 da outra.
Todos vâo estar reunidos alegres, brindando a vida.
Você se sente tranquila, gosto de dever cumprido quase por inteiro, mas, apreensiva pelo que falta cumprir, embora isto já não seja atribuição de sua competência.
Está na última etapa da vida. É feliz? Sim é! Mas, porém, todavia, contudo, se bem que, falta- lhe risos de família durante seus dias e noites.
Falta alguém com quem possa dividir uma taça de vinho em uma noite qualquer.
Falta – lhe mais almoços em família. Sempre gostou de reuniões de família.
Os filhos alçaram vôo como você sonhou. Cada qual cuidando de si mesmo e dos seus, que são parte de você, mas não preenchem mais seus dias nem seus afazeres, que são outros.
Aquela conversa em volta à mesa, ainda teima em voltar aos seus ouvidos, ouve- lhes os apartes, as risadas, as caçoadas, as brincadeiras.
Esta é a vida! Nascemos sós e morreremos sós.
Não sabe quanto tempo a vida lhe reserva em dias, mas sabe que dentro dela, tudo continua intacto.
A casa alegre, a música tocando no CD do living onde todos se reuniam, os Natais cheis de presentes e presenças que foram se afastando uma a uma…
Dentro de você , o ontem se torna agora, basta ouvir uma canção qualquer daquelas que amavam ouvir, e que ainda ama e ouve até hoje.
A mãe ainda está presente em seus pensamentos a afagar- lhe os cabelos, quando você se deitava em seu colo mesmo depois de adulta e já mãe também.
O homem amado e escolhido, volta e meia vem assombrar- lhe os sonhos, com uma aparição rápida e um desaparecimento repentino, deixando em você sempre uma sensação de busca constante e um vazio que oprime.
Quando amanhece o dia, a vida retoma com ares de inteireza, e você a leva como quer, sem deixar- se conduzir.
Será isso uma força ou uma fraqueza? Não sabe, e tem quase a certeza de que nunca saberá.
E o amor? Ah! Amor é como o vento, vai um e vem um cento…
Você ama o amor, não o amado, assim fica fácil de administrar as perdas inexoráveis que foi tendo pela vida a fora, ou pela vida a dentro…sei lá, entramos na vida e vamos, ou a vida nos leva à uma saída e vamos?
Ainda sonha, fazer o que? Tem alma de poeta, sangue de artista, genética de guerreira.
Claro que , agora, com mais cautela, sem tanta ansiedade de ver tudo se realizar .
Tem consciência de que qualquer realização já é lucro exige comemoração.
Brinda vida todo dia, com companhia ou sem ela.
O futuro agora é curtinho, e muitas expectativas têm e devem ser deixadas de lado.
Mas, viver é bom e você gosta.
Aceita tudo como um presente , pois sabe de antemão, que ninguém jamais vai entender o que se passa na mente e no coração de alguém tão intensa , tão cheia de vida, tão verdadeira em suas escolhas e desistências.
Solidão, assim como alegria não se divide. São atos solitários, únicos e individuais,
O compartilhar nesta nossa vida ,são sombras.

Completude a dois , só no arremate do ato de amar com paixão. Esse é o momento dividido ! O resto o é apenas em parte.
Quando há junção de almas e corpos, a unidade do ser é restabelecida como na fecundação.
Tudo o mais são momentos solitários.Você os vivenciou ã sua maneira, e as pessoas presentes não o perceberam da mesma forma.
Conclusão: somos solitários até nas emoções, mesmo que quase ninguém se aperceba disto.

Ercília Pollice

Campinas, 14 de setembro de 2013